A IFRS 16 é uma norma emitida pelo Conselho Internacional de Normas de Contabilidade (IASB), em vigor desde 2019, que determina que a maioria dos contratos de arrendamento sejam reconhecidos no balanço patrimonial das empresas.
No Brasil, a IFRS 16 foi incorporada por meio do CPC 06 (R2), prevendo que contratos de curto prazo, com duração de até 12 meses e arrendamentos de baixo valor, possam ficar de fora do balanço contábil.
Nesse cenário, quando o contrato de locação se encaixa, o arrendatário deve registrar o ativo de direito de uso e o passivo de arrendamento correspondente, sendo ambos calculados a partir do valor presente dos pagamentos previstos no documento.
Logo, há maior necessidade de atenção sobre como a organização mensura as obrigações e os benefícios associados ao uso desses ativos, o que torna a definição segura de quais contratos se enquadram nas exigências um desafio recorrente.
Tal situação se intensifica quando a classificação depende de processos manuais, já que a equipe precisa calcular valores presentes, acompanhar reajustes e manter consistência entre as informações contábeis e fiscais de forma simultânea.
Diante disso, hoje vamos apresentar os principais riscos impostos pela IFRS 16 e como o uso de uma solução automatizada pode simplificar cálculos e tornar os demonstrativos do seu negócio mais eficientes e seguros. Confira!
Os riscos que ameaçam a conformidade com a IFRS 16
Embora os conceitos da IFRS 16 sejam bem definidos, a aplicação prática exige controle refinado sobre os contratos e as movimentações contábeis, de modo que áreas como financeiro, patrimônio e fiscal precisam trabalhar com dados alinhados.
Sem integração entre essas frentes, o controle manual eleva as inconsistências sobre quais arrendamentos devem constar no balanço e torna mais frágil a definição de:
● Taxas de desconto
O CPC 06 (R2) exige que os pagamentos futuros sejam trazidos a valor presente com taxa de desconto apropriada, de modo que basta uma alteração contratual para que seja necessária uma nova mensuração do ativo e do passivo.
Quando isso é feito manualmente, a empresa confere as cláusulas financeiras e a previsibilidade de receita uma a uma, validando bases de dados diferentes o que, à medida que o volume de contratos cresce, eleva a chance de erros.
● Reajustes inflacionários
Os contratos de locação têm reajustes vinculados a índices como o IPCA e o IGP-M, logo, sem automação, as atualizações precisam ser revisadas e refletidas individualmente nos saldos do ativo e do passivo de arrendamento.
Desse modo, o valor das parcelas é alterado e também a remuneração sobre o ativo, fazendo com que, para os fins da IFRS 16, falhas nesse processo gerem divergências entre o que está registrado no balanço e a realidade contratual.
● Depreciação do ativo e apropriação de juros
Nos âmbitos nacional e internacional, a norma exige o reconhecimento periódico da depreciação dos bens de direito de uso e da apropriação dos juros sobre o passivo.
Contudo, esses cálculos não seguem uma lógica única para todos os contratos, já que taxas específicas e alterações nas condições de arrendamento podem modificar os valores reconhecidos ao longo do tempo.
Assim, em organizações que administram dezenas de contratos, garantir a correta contabilização de cada ativo de forma manual tende a comprometer a precisão dos demonstrativos financeiros e a conformidade com a IFRS 16.
Por esses motivos, o cumprimento das diretrizes da norma contábil vai além do conhecimento técnico, porque exige precisão e atualização das informações, o que dificilmente se sustenta se junto do crescimento do negócio, não cresce a automação.
Como uma solução de ERP facilita o cumprimento do CPC 06 (R2) e protege a sua empresa
O ERP é uma solução que permite a integração dos contratos com a gestão dos ativos e dos lançamentos fiscais, transformando o cumprimento das normas contábeis em um resultado natural do processo estruturado de conciliação de informações.
Assim, graças aos recursos oferecidos pela automação, desde a adoção do ERP a sua empresa passa a centralizar dados e a simplificar demandas como:
● Cálculo automático do valor presente
O sistema pode ser programado de acordo com as premissas praticadas pelos seus contratos de locação, de modo que os saldos iniciais do ativo e do passivo sejam calculados automaticamente.
Dessa maneira, é reduzida a dependência de planilhas e a organização garante maior consistência para evitar perdas no controle de ativos e para aplicar os critérios definidos pela IFRS 16, traduzidas no Brasil pelo CPC 06 (R2).
● Remensuração inteligente dos contratos
Na solução, os seus contratos podem ser cadastrados já com a taxa de reajuste que será praticada, de modo que a cada novo ciclo, o sistema processa as mudanças de forma automatizada e as integra nos registros contábeis.
Dessa forma, os demonstrativos se mantêm alinhados às condições vigentes de cada arrendamento e podem ser consultados sempre que necessário.
● Geração automatizada de relatórios
A transparência exigida por auditorias e órgãos reguladores depende de documentação confiável, por isso, no ERP, é possível gerar relatórios e obter informações de suporte para notas explicativas em poucos cliques.
Portanto, com facilidade a sua empresa pode extrair os dados que precisa para comprovar que a conciliação entre os dados contábeis e fiscais está alinhada às exigências legais.
SISPRO ERP Cloud, a solução completa para integrar dados e ter conformidade diante da IFRS 16
Com o SISPRO ERP Cloud, a implementação da IFRS 16 deixa de depender de controles paralelos e passa a fazer parte de um fluxo que conecta informações contratuais, contábeis e fiscais em um único ambiente, assegurando dados precisos e atualizados.
Além de automatizar cálculos e lançamentos relacionados ao direito de uso na contabilidade e ao passivo de arrendamento, o ERP oferece módulos customizáveis que se adaptam às necessidades de cada organização, para simplificar a rotina do negócio.
Com mais de 200 mil usuários em todo o Brasil e suporte 100% humanizado, o ERP da SISPRO apoia as empresas na transformação de processos complexos em operações mais eficientes e preparadas para os desafios da conformidade corporativa.
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