Sob a premissa de simplificar a apuração de impostos no Brasil, a Reforma Tributária teve início neste ano e terá o seu período de instauração até 2033 e, nesse espaço de tempo, a mudança requer que as empresas se adaptem às novas regras.
Diante desse contexto, o setor fiscal das organizações volta a atenção aos riscos da Reforma Tributária, já que a demanda de operacionalizar dados fiscais rastreáveis cresce para garantir o alinhamento da operação com o Fisco.
Assim, acompanhar o novo cálculo dos impostos desloca o foco do compliance tributário para a governança de dados e traz à cena a relevância da integração entre as áreas para assegurar que não haja inconsistência entre as informações da empresa.
Contudo, muitos negócios ainda não estão prontos para a precisão operacional que o novo momento exige e, por isso, compreender como os dados fiscais influenciam a adaptação na lógica tributária é fundamental.
Pensando nisso, a seguir, apresentaremos os principais riscos envolvidos nesse cenário e como você pode proteger a sua empresa. Siga a leitura e confira!
A nova lógica de tributação e o manejo dos dados fiscais
Em primeiro lugar, vale destacar que a substituição dos tributos existentes por IBS e CBS amplia a não cumulatividade e permite o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia, considerando o destino do consumo como base para a tributação.
Nesse novo modelo, as empresas passam a pagar imposto apenas sobre o valor que adicionam ao produto ou ao serviço, podendo descontar os créditos gerados nas etapas anteriores.
Dessa forma, aumenta a dependência de dados fiscais corretos entre as empresas, já que inconsistências nas informações podem comprometer a utilização dos créditos, seja pela perda de valores legítimos ou pelo uso indevido.
Como consequência, o fluxo de caixa tende a se tornar mais pressionado, já que, a depender da operação e do estilo da gestão tributária, reduz-se a capacidade de manter valores que antes funcionavam como capital de giro até o recolhimento dos impostos.
Nessa situação, o impacto passa a atingir também a administração do negócio, já que a confiabilidade das projeções fiscais que a equipe interna maneja se torna a base para a previsibilidade financeira e para a projeção de investimentos seguros.
Os riscos da Reforma Tributária diante de dados inconsistentes
Para aprofundar a dinâmica de riscos, destaca-se que o modelo baseado na utilização de créditos passa a fazer com que a qualidade da informação apresentada determine o resultado financeiro do negócio.
Na prática, esse risco se materializa em situações comuns, como erros na emissão de notas fiscais de entrada, ou ainda, no cadastro incorreto de produto, que impedem que o crédito seja reconhecido no sistema, mesmo que o imposto tenha sido pago.
Dessa maneira, desencadeia-se outro problema relevante da pulverização do compliance tributário, que é o aumento do retrabalho, uma vez que se há inconsistência, a equipe fiscal volta à origem da informação para validar dados e reconstruir o histórico.
Assim, caso as informações estejam pulverizadas entre diferentes sistemas, o processo se torna ainda mais complexo, já que o que poderia ser resolvido de forma automatizada exigirá interação manual, expondo a empresa a um ciclo de ineficiência.
Além disso, o avanço da fiscalização digital favorece o cruzamento de informações pelo Fisco, o que aumenta a exposição das organizações aos impactos da Reforma Tributária, já que as divergências no que é declarado são identificadas com maior rapidez.
Como resultado, a inconsistência se traduz na combinação de perda financeira e vulnerabilidade legal, o que enfraquece a capacidade competitiva da empresa.
Como reduzir riscos na Reforma Tributária com o ERP fiscal
Diante desse cenário, a organização fiscal passa a ser um requisito para adaptação à nova realidade tributária, já que a forma como os dados são integrados irá determinar a estabilidade da operação.
Por isso, é relevante pontuar que quando as áreas fiscal, contábil e financeira operam com bases desconectadas, aumentam os riscos de:
- Divergência entre informações
- Dificuldade na validação de dados
- Necessidade recorrente de correções manuais
Desse modo, é maior a exposição do negócio a falhas que poderiam ser evitadas, e é nesse ponto que o ERP fiscal fortalece a gestão tributária, porque ao consolidar os dados em uma base única, o sistema contribui para:
- Reduzir a fragmentação das informações
- Garantir maior coerência na apuração
- Diminuir a dependência de intervenções manuais
Junto disso, destaca-se que ao estruturar o fluxo de dados desde a origem, a rastreabilidade das informações fiscais é consolidada no ERP em nuvem, que se torna cada vez mais essencial no cenário de maior cruzamento de dados pelo Fisco.
Projeta os seus resultados financeiros na Reforma Tributária
Como vimos, o risco da Reforma Tributária está diretamente ligado à capacidade das empresas de lidar com seus dados fiscais de forma integrada, já que erros que antes eram pontuais passam a gerar impactos financeiros e aumentar a exposição ao Fisco.
Nesse contexto, mais do que investir esforços para interpretar a nova legislação, é preciso garantir controle sobre as informações internas para que o caixa do negócio não seja comprometido em razão da distorção da leitura da carga tributária.
Atualmente, a SISPRO apoia a gestão fiscal de centenas de empresas pelo Brasil e pensando nesse momento que exige maturidade na gestão da informação, preparamos um Webinar completo e gratuito para orientar equipes que desejam avançar nesse processo!




