Depois de três décadas de debates, no último ano o novo regime tributário foi sancionado no Brasil e, assim, Reforma Tributária 2026 inicia-se o período de transição do que representa uma das maiores transformações estruturais no sistema fiscal do país.
Diante disso, empresas de diferentes portes precisarão modificar a forma como gerenciam o pagamento de impostos e o modo de registrar operações. Por isso, muitos gestores já se atentam à importância da adequação fiscal no ERP, já que com o novo recolhimento tributário, os sistemas precisam ser modernizados.
Mesmo que a implementação plena da Reforma esteja prevista para 2033, a transição tributária de 2026 já amplia a complexidade operacional das empresas, exigindo preparação antecipada para uma adaptação financeira sustentável.
Por essa razão, o ERP e a Reforma Tributária tornam-se temas indissociáveis e, então, hoje vamos falar sobre tudo o que a sua empresa precisa ajustar no ERP em 2026. Siga a leitura e veja como manter um sistema eficiente no novo contexto tributário!
Por que a Reforma Tributária impacta diretamente o ERP
O novo regime de recolhimento de impostos altera a lógica de apuração e controle dos tributos, porque substitui cinco tributos convencionais por apenas dois, unificando a arrecadação, o que exige mudanças na formade operação dos ERPs atuais.
Nesse cenário, os cálculos devem ser baseados em novos conceitos de incidência e compensação. Como consequência, a relação entre gestão fiscal e Reforma Tributária se fortalece, pois os sistemas utilizados para o controle de impostos passam a demandar maior capacidade de ajustes e atualizações constantes.
Por isso, o que deve mudar no ERP com a Reforma Tributária 2026 é:
- Mudança estrutural no modo de cálculo e apuração dos tributos para o modelo de IVA.
- Necessidade de maior flexibilidade para acompanhar normas, já que como a Reforma será gradual até 2033, a legislação passará por constante atualização.
- Capacidade de executar controles paralelos durante o período de transição e de realizar conciliações entre o regime tributário atual e o novo.
- Habilidade para garantir a precisão dos cálculos e gerar relatórios que permitam antever riscos fiscais aos quais a empresa possa estar exposta.
Embora esses pontos possam parecer simples, destacamos que é preciso estar atento, pois muitos ERPs ainda operam com estruturas pouco adaptáveis que elevam os riscos de inconsistências fiscais em 2026 e comprometem a confiabilidade das informações.
Quais ajustes no ERP já começam na transição tributária 2026
Em primeiro lugar, é preciso que a tecnologia fiscal suporte o processo de revisão das estruturas cadastrais da sua empresa, oferecendo a parametrização necessária para a adaptação de novos fluxos internos de registro.
Na prática, entre as principais modificações que já devem ser iniciadas, estão:
- Revisão de cadastros fiscais, incluindo produtos, serviços, CFOPs, NCMs e regras de tributação.
- Adequação dos fluxos de informação entre faturamento, compras, fiscal, financeiro e contábil.
- Revisão do planejamento de caixa a partir do Split Payment trazido pela Reforma, para garantir a sustentabilidade financeira das operações.
- Testes de validação dos cálculos praticados para identificar inconsistências antes que se tornem penalidades fiscais.
Reunidas, essas ações permitem que a empresa estruture uma boa adequação fiscal no ERP, capaz de minimizar falhas e assegurar maior previsibilidade para a capacitação das equipes para as regras do novo regime, já no período de transição.
Integração e tecnologia fiscal como fator essencial na Reforma Tributária
Uma das principais características que diferencia um bom sistema de ERP é a sua capacidade de ser facilmente integrável e, no contexto de mudança tributária, esse potencial ganha ainda mais destaque.
Tal fato se explica porque, agora, é ainda maior a necessidade de que os dados de controle fiscal, financeiro e contábil estejam integrados e atualizados, do contrário, a fragmentação amplia o risco de lançamentos incorretos que se traduzem em inconsistências nos relatórios oficiais.
Sendo assim, ao revisar o seu ERP, confira se o sistema é capaz de:
- Centralizar dados tributários em uma única base, integrando diferentes áreas da sua empresa.
- Garantir a rastreabilidade das operações e transformar isso em dados atualizados.
- Reduzir erros humanos com checagens minuciosas que eliminam duplicações.
- Facilitar o cumprimento das obrigações acessórias.
Dessa maneira, você garante a adesão de um ERP que impulsiona ganhos de eficiência e controle. Além disso, com a integração são favorecidas análises gerenciais mais precisas, que contribuem para decisões alinhadas à realidade fiscal vigente.
Comece a preparar o seu ERP para a Reforma Tributária 2026
Diante das transformações promovidas pela Reforma, preparar o ERP significa antecipar ajustes e investir em uma tecnologia que promova a integração dos processos internos e garanta maior proteção jurídica no período de transição.
Para apoiar a sua empresa nessa jornada, a SISPRO convida você para o Webinar “Entenda a Reforma Tributária e garanta a conformidade com um ERP atualizado”, no qual especialistas apresentam os principais impactos da nova legislação e demonstram como preparar os seus sistemas com segurança e eficiência.





