Meetup SISPRO: Papo de RH | A humanização do RH à distância
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“A humanização do RH à distância” foi o tema do 1º Meetup de RH criado pela SISPRO

Para você que perdeu nosso bate-papo sobre a “Humanização do RH à distância”, que aconteceu no último dia 23 de junho, fizemos um resumo com algumas das principais falas e respostas sobre os assuntos abordados na conversa com os convidados Lisiane Touguinha, Maiane Betoldo e Vandré Moraes, especialistas das áreas de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas. Confira abaixo!

– Quais os principais desafios que as empresas passaram na pandemia p/ manter o RH humanizado?

Vandré – “(A área) precisou de uma rápida adaptação, algumas mais fáceis que outras. A humanização parte do entender que temos um ser humano do outro lado. A gente foi aprendendo a lidar com uma série de questões e isso nos aproximou mais das pessoas, o home office passou a apresentar para as pessoas a nossa casa”.

Lisiane – “Tivemos que sair do nosso modo controle para o modo confiança. A confiança passou a ser um indicador importante. Existe uma mudança de mentalidade e acabamos vendo que é possível, uma reorganização. Podendo entender em alguns momentos e auxiliar as pessoas”.

Maiane – “Nós ainda estamos enfrentando esse momento, não foi uma escolha. Tivemos que quebrar paradigmas e isso prova que algumas regras são importantes de serem reavaliadas. Os desafios que estamos vivendo são relacionados a essa reinvenção, mas nada será como antes. A área de RH precisou ter um olhar muito forte e incentivar isso com os gestores, pois todos temos um lado um lado de pensar, sentir e querer e precisamos, tomar consciência, inclusive emocional para oferecer segurança aos colaboradores”.

Como a tecnologia vem ajudando nesses tempos difíceis?

Lisiane – “(A tecnologia) é mais um membro da equipe. Foi algo que até ampliou nossa rede de relacionamentos e nos aproximou, de certo modo. Se encararmos a tecnologia como um valor positivo, será somente uma questão de adaptação. É um meio de facilitação, é algo que tem ajudado muito e os medos e angústias não ficaram diferentes, eles só estão exacerbados.”

Maiane – “A primeira coisa é: imaginem passar por esse período sem a tecnologia. Ela muda completamente a questão de tempo e espaço, as reuniões e atividades acabam sendo realizadas de maneira mais fácil, acontece também a automatização dos processos. Ela facilitou com que a gente repensasse a nossa realidade, mesmo a distância as pessoas se descobriram mais próximas umas das outras. (A tecnologia) Fez com que repensássemos em ser mais humanos. Trouxe o repensar a nossa humanidade, enquanto organização e gestão de pessoas, além aumentar qualidade de vida também. E trouxe também um pouco da sensação de estarmos 24 horas conectados, para que pudéssemos descobrir como eu trabalho minha autogestão, se estou aprendendo a compreender os meus limites e rotinas de toda minha família.”

Vandré – “Nós ainda estamos aprendendo sobre tecnologia, a internet é uma janela para muitas outras coisas. Assim como ela facilitou esse momento, nós percebemos o quanto ainda precisamos aprender, empreender e, inclusive, pensar de forma tecnológica.”

– Como você conseguiu lidar com os desafios? O que contribuiu para que você pudesse manter uma gestão humanizada, mesmo tendo os desafios da distância e as restrições de prevenção?

Maiane – “A primeira coisa foi aceitar o contexto e não entender. Foi preciso identificar também as habilidades e os interesses das pessoas em atuar em frentes de trabalho que eram necessárias, para dar as respostas rápidas para aquilo que era prioridade para a organização. (Foi preciso) Aceitar também a vulnerabilidade da organização, trabalhar a postura e estarmos abertos ao aprendizado, agir e dar conta do que se precisa ao mesmo tempo. Fomentar esse ambiente de transparência, manter a comunicação aberta principalmente com os colaboradores, foi essencial. Nesses momentos o que precisa ser feito é o que faz sentido, é o que vai fazer a experiência ser a melhor possível dentro dessas possibilidades.”

Lisiane – “A forma que lidei com a pandemia foi falar sobre isso. Para mim foi como uma maneira de amenizar a situação. A autogestão nesse período também foi fundamental e ainda estamos nos adaptando.”

Vandré – “A gente tentou criar formas de adaptar a forma de trabalho de todo mundo. As pessoas se adaptaram de formas diferentes, nós trabalhamos com pessoas e todos precisam entregar resultado. A partir do momento que o resultado se torna um foco acabasse tendo uma facilidade para lidar com a adaptação. Mas a questão é como lidar com aquilo que realmente tem valor, essa oportunidade possibilitou muitas coisas. Todos têm uma oportunidade de se reinventar. É um contexto diferente, mas é importante. Vamos tentar ver o que pode ser produtivo ou positivo?”

– Que dicas você daria para os profissionais de RH que ainda estão tendo dificuldades com essa nova realidade?

Vandré – “Para quem ainda tem dificuldade (ou não), buscar leituras é muito importante, buscar também as melhores práticas de como as empresas estão se posicionando nesse momento. Realmente buscar apoio com os próprios profissionais da área, o RH precisa se reinventar. Entender a cultura da empresa, não ficar numa bolha, saber qual o objetivo e propósito da empresa. Conduzir diferentes formas de atuar. Nesse momento, não podemos assumir uma postura de plenitude, de sabedoria, precisamos querer reaprender e nos desenvolver e não se fechar. Buscar de maneira genuína o que vai engrandecer a empresa como um todo.”

Lisiane – “A principal dica é: Viva o presente. Não sabemos quando esse tempo vai acabar, nós só sabemos sobre o agora. Precisamos fazer do jeito que é possível e não podemos deixar de fazer. Estamos tendo benefícios e descobertas nesse tempo que estamos vivendo. Necessitamos trocar ideias, aguçar a criatividade e não deixar passar esse momento. Faça agora com os recursos que você possui.”

Maiane – “(A dica é) se fortalecer, como pessoa e como profissional. Não viver a ansiedade do que não sabemos e as respostas do que não temos. Precisamos trabalhar a inteligência emocional, trabalhar o autoconhecimento, ser curioso, aproveitar o benefício da dúvida, beber de diferentes fontes, tentar, errar e acertar. Mas para isso é preciso estar fortalecido e empoderado. E, a partir disso, criar espaço dentro da organização para que tudo possa ser falado e conversado, ter espaços de troca e discussão.”

Confira a gravação completa: