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Integração entre as áreas de TI e fiscal é passo importante para o sucesso da EFD-PIS/COFINS

Elas serão responsáveis pela definição de quais são os melhores sistemas a serem implantados e as quais práticas deverão ser adotadas no preenchimento dos dados
O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) tem provocado um grande susto nas empresas que precisam se adequar aos novos padrões de entrega do EFD-PIS/COFINS, prevista para fevereiro de 2012. A integração entre os departamentos de Tecnologia da Informação das empresas e as áreas fiscal e financeira se apresenta como essencial para desenvolvimento com sucesso das tarefas, segundo aponta especialistas da área.
Marcos Barbosa dos Santos, consultor tributário do Cenofisco, conta que, num primeiro momento, as empresas só têm percebido o lado negativo da normatização, já que se veem obrigadas a investir em software, treinamento e pessoal. No entanto, ele aponta um grande benefício futuro: a agilidade na transmissão de dados mensais e a facilidade operacional das consultas futuras, já que as informações ficarão concentradas em um único local. “Para deixar o processo mais simples é preciso integrar cada vez mais as áreas de TI com as áreas fiscal e financeira das empresas. Conjuntamente, elas definirão quais são os melhores sistemas a serem implantados e as quais práticas deverão ser adotadas no preenchimento dos dados”, diz. Outro passo importante é investir em treinamento de pessoal, ressalta.
Júlio Linuesa Perez, conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/SP), diz que esse primeiro passo tem sido seguido pelas empresas. “Os empresários estão verificando com o programador ou empresa de informática se o software utilizado pela empresa está preparado para gerar os arquivos relativos à Escrituração Fiscal do PIS/COFINS, adequando-os as exigências fiscais ou, substituindo-os por softwares que contenham módulos integrados, os chamados ERP (Enterprise Resource Planning) e que estejam aptos à geração dos referidos arquivos”.

Ele lembra que as empresas devem checar se o sistema está apto a gerar os arquivos de acordo com o leiaute previsto na Lei ou buscar solução que atenda às exigências do fisco. “É importante verificar se os dados cadastrais dos clientes e fornecedores estão preenchidos de forma correta, se os custos e despesas dedutíveis no regime não-cumulativo atendem os requisitos da Lei, se os documentos fiscais são hábeis e idôneos e se os valores declarados não divergem de outras obrigações, tais como DCTF, DACON e SPED Contábil”.

Benefícios dos dados digitais: a melhoria da gestão dos negócios

Juntamente com a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que as empresas já implantaram nos últimos anos, o SPED tem por objetivo aprimorar os processos de controle fiscal no País. De maneira geral, ressalta o consultor tributário do Cenofisco, haverá ganhos para todos os envolvidos no processo. “As empresas ganham na redução de custos com papel e na agilidade de transmissão de informações. Já a Receita terá redução nos índices de sonegação fiscal e fraudes”, pondera.

Lourival Vieira, diretor de Marketing da Sispro – Serviços e Tecnologia para Administração e Finanças, também aponta outras vantagens da integração entre as equipes rumo a informatização dos processos de negócios para a entrega das obrigações do Fisco, como a EFD-PIS/COFINS. “Estamos em uma fase evolutiva da gestão na empresas. E não apenas devido a necessidade de se melhorar a administração dos negócios para a sobrevivência no mercado. O fato é que, com a melhoria dos processos de controle das informações contábeis e fiscais a gestão empresarial abará por elevar o nível de visão que os gestores possuem de seu próprio negócio”, afirma Vieira.

A análise do diretor da Sispro vai ao encontro do cenário proposto por Marcos Barbosa dos Santos: “Outro fator importante, segundo ele, é o aumento da competitividade entre as empresas. “Com a uniformização de dados a serem entregues é possível vislumbrar que as empresas tenham condutas cada vez mais corretas em relação ao recolhimento de tributos. Essa prática diminuirá sensivelmente a concorrência desleal entre elas”, prevê.
Retornando à ótica do fisco, para Perez, do CRC/SP, destaca-se ainda, como ponto positivo, a redução da sonegação, sobretudo no que diz respeito à dedução de valores indevidos no cálculo das contribuições. “A EFD possibilita também o cruzamento de informações com outras declarações, tais como DCTF, DACON, SPED Contábil e fiscal”, diz.