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IFRS dá mais transparência a balanços, mas dúvidas persistem

Após anos de trabalho e alguns milhões de reais investidos, a adoção do sistema de contabilidade internacional IFRS pelas empresas brasileiras melhorou a transparência dos balanços, mas ainda gera dúvidas em comparações de desempenho e sobre a qualidade das informações apresentadas.

Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e pela consultoria Deloitte afirma que a adoção das regras do International Financial Reporting Standards (IFRS) já é bem conhecida por empresas brasileiras, apesar de apenas um terço delas afirmar que o sistema melhorou a qualidade da apresentação dos resultados.

O levantamento, conduzido entre abril e junho com áreas de Relações com Investidores de 46 empresas de capital aberto com receita líquida total anual de R$ 40 bilhões, revela que 58% das companhias consideram que o padrão IFRS aumentou a transparência das demonstrações financeiras das empresas do País.

O sistema começou a ser implementado no Brasil em 2008 e em 2010 as empresas no País passaram a ser obrigadas a reportar seus números no padrão contábil, que causou mudanças em cerca de 60 regras vigentes anteriormente no País. Apenas 24% dos entrevistados consideram que o sistema tornou os balanços das companhias facilmente comparáveis com seus pares internacionais.

Para o sócio da Deloitte que lida com questões ligadas ao IFRS, Bruce Mescher, “a comparabilidade nunca será perfeita, mas a questão da transparência melhorou em termos da disponibilidade de uma quantidade maior de informações sobre as empresas”. “Uma linguagem (contábil) só para o Brasil, por si só, já aumenta a transparência e o nível de detalhamento do IFRS nunca havia sido exigido ou cobrado no país”, afirmou Mescher.

Segundo o levantamento, 52% das áreas de relações com investidores afirmaram que o sistema acabou resultando em um aumento de lucro líquido na comparação com o padrão brasileiro anterior, enquanto para 32% o IFRS produziu resultados finais menores.

A pesquisa também abordou os investimentos das empresas para se adaptarem ao IFRS. Trinta e quatro por cendo delas gastaram entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões no processo.

Após a adoção do IFRS em 2010, as empresas vão ter um 2011 com poucas novidades a serem incluídas no manual de contabilidade, mas existem cerca de cinco projetos que tratam de temas espinhosos como leasing, instrumentos financeiros e contabilidade de seguradoras que devem ser publicados internacionalmente nos próximos 6 a 9 meses, disse Mescher.

 

Fonte: Reuters News  publicado no site  economia.terra.com.br/noticias – 13/07/2011