Inventário patrimonial: desafio de 2012 na adequação ao IFRS | SISPRO
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Inventário patrimonial: desafio de 2012 na adequação ao IFRS

Obrigatória para boa parte das empresas brasileiras, a adequação à normal contábil internacional IFRS (International Financial Reporting Standard) traz grandes desafios relacionados ao inventário patrimonial.  Cada ativo do patrimônio, seja ele uma grande máquina ou computador de mesa, envolvido no inventário, possui características específicas, vida útil e valor de recuperação variáveis.

Desta forma, é necessário fazer o inventário corretamente do patrimônio e realizar os testes de recuperabilidade ( impairment ) a partir de parâmetros atualizados de mercado e de projeção da vida útil e de recuperação de cada bem e do retorno que ele oferece à produção.

As empresas devem estar atentas a este aspecto da exigência legal e observar as diferenças entre as empresas para que possam ter o melhor projeto de adequação dos ativos patrimoniais às normas do IFRS. Por exemplo, uma empresa pode ter um plano de manutenção do patrimônio melhor realizado e isto interfere diretamente na avaliação de cada item. Ao mesmo tempo, esta mesma empresa pode ter pago menos pelo mesmo modelo e marca de maquinário, por exemplo, por um valor com desconto obtido devido a muitas facilidades de crédito, negociação etc. O uso deste equipamento também pode ser diferente, o que torna necessário esta análise em última instância.

Outras dificuldades também se apresentam porque os profissionais responsáveis pela adequação das normas podem ter interpretações diferentes, principalmente quando se possui ativos em diferentes usos. Isto pode acontecer quando a empresa possui equipamentos contabilizados como ativo de baixo valor residual. Mesmo sendo antigo e já ter sido pago (integralizado) eles são geradores de caixa e, na nova regra do IFRS, devem ter novo tratamento no balanço contábil e patrimonial.

Estes ativos patrimoniais devem ser avaliados de acordo com a sua capacidade de gerar caixa e com o seu valor recuperável. A contabilização do mesmo equipamento em um valor financeiro que pode gerar tributos, entre eles IR, também se apresenta como outro item a ser considerado. O plano de ajustamento do patrimônio deve levar em conta a realização permanente dos serviços de inventário patrimonial.

Ao buscar adequação ao IFRS, as empresas podem resolver as questões relativas à gestão de seus ativos patrimoniais, em particular a interpretações, principalmente pelas empresas enquadradas na Lei 11.638/07, nas normativas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), na norma IAS 36 (International Accounting Standards) e nas exigências do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) no que tange a teste de impairment e determinação da vida útil do bem.

Os desafios para 2012 se concentram em se ter um plano de controle do inventário de bens do ativo fixo, que envolve a completa reorganização de todos os bens patrimoniais constantes e/ou do ativo fixo da empresa, mediante a realização de inventário físico. Sem ele, ficará difícil acompanhar a evolução das metodologias de gestão com foco no IFRS e, desta forma, ter acesso aos benefícios que a adequação poderá proporcionar às empresas.

A busca por prestadores de serviços com real capacidade de auxiliar os gestores nesta tarefa está inclusa no pacote de desafios. Nem todos os prestadores de serviços estão aptos a oferecer o melhor atendimento.  A avaliação patrimonial, para estabelecer os valores atuais de reposição, depreciação e mercado de todos os itens que compõem o patrimônio da companhia, pode parecer simples, mas a realidade já mostrou que as coisas não são bem assim. Quanto mais complexo é o porquê de ativos de uma empresa, maior será a necessidade de um plano melhor estruturado. As empresas que começarem agora no início do ano esta tarefa, poderá cumprir todos os rituais previstos pela legislação e pelas normativas existentes. Um desafio e tanto, portanto.

Marli Vitória Ruaro – Coordenadora de projetos do sistema de patrimônio da SISPRO – Serviços e Tecnologia da Informação.