Adequação do balanço a IFRS | SISPRO
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Adequação do balanço a IFRS

Empresas ainda não adequaram balanço patrimonial a IFRS

A partir deste ano as maiores empresas devem apresentar em seus balanços trimestrais as informaçöes exatas e atualizadas sobre o Teste de Impairment de ativos de longa duração.

Análise realizada pela SISPRO nos balanços de 50 entre as maiores empresas brasileiras, publicados nos último 3 meses, revela que nenhuma delas incluiu a avaliação da redução do valor recuperável de bens patrimoniais nestes balanços. De acordo com avaliação da SISPRO isto sinaliza que as empresas poderão ter pouco tempo para realizar seus testes de Impairment de ativos de longa duração, com a finalidade de evidenciar e mensurar a perda da capacidade de recuperação dos ativos.

A inclusão destas informações nos balanços deve atender a normativa 527 da Comissão de Valores  Mobiliários, CPC 01 (Comitê de Pronunciamento Contábil) e IAS  36 (International Accounting Standards), seguindo o modelo IFRS  e evitar problemas legais com a publicação de seus balanços patrimoniais. As normativas acompanham determinação da Lei 11.638, segundo a qual as empresas que registraram no ano anterior um ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões, devem apresentar em seus balanços trimestrais as informações exatas e atualizadas sobre o Teste de Impairment de ativos de longa duração. 0 objetivo é deixar transparentes nos balanços a perda da capacidade de recuperação dos ativos.

Segundo Lourival Vireira, diretor de Markting da SISPRO, a análise nos balanços foi realizada para que se pudesse identificar se as empresas já estariam adequando seus balanços a nova realidade e apurar   como seria o modo como as informações relativas a avaliação da redução do  valor recuperável de bens patrimoniais seriam apresentadas. “Temos total interesse neste tipo de trabalho para conhecer como as empresas se comportariam diante das normativas porque notamos nos eventos que realizamos sobre tema que a grande maioria das empresas apresentou muitas dúvidas sobre o assunto. Estamos caminhando no sentido de orientar as empresas a não retardarem a realização dos testes e a não deixarem tudo para o final do  segundo semestre sob pena de não haver tempo hábil para a realização deste trabalho”, comenta o executivo.

0 executivo alerta sobre a necessidade da realização dos testes de impairment. “Para se chegar ao valor correto a ser informado é necessários realizar testes e este procedimento irá possibilitar que as empresas possam seguir correta e adequadamente as determinações da Comissão de Valores Mobiliários e, assim, atender aos padrões IFRS”, explica.

Para Vieira, a primeira consequência prática provocada pela demora nos testes poderá ser imprecisão das informações sobre o valor recuperável dos ativos. Mesmo que a empresas tenha registrado significativo lucro, as informações patrimoniais poderão indicar que algo está errado no modo como os ativos foram relacionados nos balanços. “0 resultado disso poderá ser a quebra da confiança do mercado e possIveis sanções pelo não cumprimento da lei”, adverte o executivo.