Relato Integrado propõe novo modelo de balanço e antecipa o futuro da auditoria | SISPRO
5432
post-template-default,single,single-post,postid-5432,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-child-theme-ver-1.0.0,qode-theme-ver-10.0,wpb-js-composer js-comp-ver-5.7,vc_responsive
 
Blog

Relato Integrado propõe novo modelo de balanço e antecipa o futuro da auditoria

No mundo empresarial, já é ponto pacífico a importância de não limitar o gerenciamento dos negócios à análise dos resultados financeiros. O desafio está em comunicar aos investidores e públicos de interesse, de forma estruturada, as ações e rotinas para administrar outros ativos além do patrimônio físico e monetário. Entretanto, um movimento internacional, voltado à criação de valor e de processos de gestão mais uniformes, busca mudar esse cenário com a instauração de um novo padrão: o Relato Integrado.

O relatório está sendo discutido simultaneamente no Brasil e em outros dez países, com a proposta inédita de agrupar, em um mesmo documento, informações contábeis, financeiras e da área de sustentabilidade a partir de uma visão sistêmica das atividades. Sua função não é a de substituir os balanços já realizados pelas empresas, mas o relato representa uma evolução dos informes que as companhias apresentam atualmente e um marco em relação às boas práticas de Governança Corporativa.

O lançamento mundial da versão 1.0 da Estrutura Conceitual deve entrar em vigor em 5 de dezembro de 2013. Entre os líderes do grupo de estudos brasileiro está a BDO, que tem como um dos representantes Ailton Leite, também vice-presidente financeiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. “O padrão será inclusive aplicável às PMEs, que terão facilitado o trabalho de disseminação de suas iniciativas e resultados, adequado às melhores práticas de gestão internacional e que pode tornar essas companhias mais atraentes aos seus stakeholders”, avalia.

Mesmo em fase de consulta pública e sendo de caráter facultativo, o modelo já é adotado globalmente por 90 empresas como um projeto-piloto. “Esse tipo de relatório, inegavelmente, fornecerá uma valiosa fonte de leitura para os administradores de altos cargos, incentivando a geração de valor econômico e social para as corporações”, conclui. Ainda segundo Leite, o relato também atesta que o mercado, por uma autorregulação, busca atingir novos patamares de transparência e governança socialmente responsável.

24/07/2013 – Fonte: Portal Nacional