Qual o perfil dos líderes de TI brasileiros? | SISPRO
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Qual o perfil dos líderes de TI brasileiros?

O estudo IT Leaders 2013 identificou uma legião de executivos cada vez mais focados em revolucionar suas empresas, usando a TI como alavanca de inovação e geração de mais negócios
 
Alinhamento com os departamentos de linhas de negócios – os chamados LOB (Line of Business) –, planejamento, capacidade de execução, visão inovadora e estratégia de TI sustentada sobre os quatro pilares da Terceira Plataforma da TI – cloud computing, big data, mobilidade e social business.
 
Esse é o checklist que mais reflete o perfil de excelência exigido pelas empresas hoje dos seus líderes de TI e o que certamente vai garantir aos CIOs um espaço permanente no andar dos C-Level. 
 
E foi esse mesmo contexto o ponto de partida para montar a lista dos 100 melhores Líderes de TI da 13ª edição do estudo IT Leaders, realizado pela COMPUTERWORLD  em parceria com a consultoria IDC. A premiação traça o ranking dos top 100 CIOs do Brasil e elege, além do CIO do Ano, os líderes de TI em 16 segmentos da economia e mais três destaques: TI Verde, Grupos, que reúne holdings com diferentes empresas, e PMEs (pequenas e médias empresas), voltada para companhias que empregam até 500 funcionários. Dos 441 líderes de TI que se qualificaram para o prêmio, 115 são de PMEs.
 
Para chegar ao ranking, foi elaborado um extenso questionário de mais de 80 perguntas (entenda a metodologia no texto da página 17), que foi acessado por mais de 590 executivos de organizações dos mais variados setores da economia nacional Desse total, 411 executivos passaram pelo crivo da metodologia e seguiram para a fase de classificação. Do total de executivos que tiveram acesso ao questionário, 66% participou da pesquisa do ano anterior e 34% entrou pela primeira vez.
 
Do ponto de vista de atividade econômica, 45% são da área de indústria, 34% do setor de serviços, 13% da área de governo e 8% de finanças. Um terço dos executivos trabalha em companhias cujo faturamento mínimo anual é de R$ 1 bilhão. Outra fatia de 18% dos respondentes pertence a empresas com faturamento anual entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão.
 
“Neste ano demos destaque e maior relevância a temas relacionados a Mega-Tendências (Mobilidade, Cloud, Big Data / Analytics e Social Business) e isso foi levado em conta na pontuação e tabulação das respostas, dando maior peso a questões que tratavam de algum desses temas”, explica o consultor da IDC, Anderson Figueiredo, coordenador do estudo IT Leaders. 
 
Segundo Figueiredo, os executivos foram analisados por critérios mais rígidos para identificar o nível de excelência não apenas técnico, mas especialmente do ponto de vista das competências de negócios e gestão desse profissional. “Fizemos um novo agrupamento com as questões sobre prioridades de investimentos em TI, por exemplo, comparando as respostas de 2012 com as desse ano, e observamos a maturidade do executivo avaliando o estado da infraestrutura sob sua responsabilidade e os projetos de inovação em andamento”, explica.
 
Foram avaliados aproximadamente 600 projetos, desenvolvidos ou implantados pelos respondentes nos anos de 2012 e 2013. O dado mais importante nesse contexto, segundo Figueiredo, é que a maioria absoluta desses projetos era orientada a atender as demandas de um consumidor sempre conectado, com necessidade de acessar informações de qualquer lugar, a qualquer momento e com qualquer dispositivo móvel e incluía um dos quatro pilares da terceira plataforma.
 
Os CIOs continuam fortalecendo o discurso de serem mais estratégicos e menos operacionais, mas a pesquisa mostra que a realidade ainda é cruel: 92% dos executivos reclamaram que seu tempo ainda é tomado com atividades de responder email e realizar tarefas administrativas. Quando, na verdade, os mesmo percentual gostaria de ocupar a maior parte do seu tempo estudando tendências de mercado e realizando benchmark com clientes para identificar projetos inovadores. Especialmente porque, segundo 80% deles, a área de TI é cobrada pelo LOB para gerar projetos de inovação.
 
Embora 70% dos executivos indiquem que seu orçamento de TI está desvinculado do faturamento da empresa, a preocupação de 63% deles é que o orçamento disponível não seja suficiente para atender aos projetos planejados e em andamento, que cada vez mais são associados a uma parceria com alguma área de negócios. Nesse sentido, 68% dos CIOs conseguiram ampliar o orçamento total de TI da empresa em 2013, em relação aos anos anteriores. Mas o percentual vem caindo ano a ano. Em 2012, 70% dos CIOs conseguiram um orçamento maior e em 2011, 72%.
 
Com 2014 praticamente batendo à porta, os executivos apontam que realmente “compraram” o conceito da Terceira Plataforma. A revolução móvel mostra uma mudança inexorável no cenário corporativo e 89% dos executivos informam que vão investir em consumerização  e uso de dispositivos móveis.
 
Ainda nesse cenário, 74% dos executivos vão investir em infraestrutura de TI no modelo de cloud computing, 89% farão investimentos em projetos de BI e 69% investirão em projetos de CRM. O ERP não saiu da pauta: 87% dos líderes de TI vão continuar investindo nessa área.
 
Por Silvia Bassi
Fonte: Computerworld – 27/09/2013