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Internet desburocratiza serviços ligados ao campo e evita prejuízos

Internet desburocratiza serviços ligados ao campo e evita prejuízos, diz Famato

Autor: Assessoria

Com a nova modalidade de emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) pela internet que já está disponível no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o setor agropecuário mato-grossense ganhará mais eficiência. É o que avalia Valdir Correa, diretor-secretário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Isto porque além de desburocratizar o sistema operacional do órgão, o método evitará prejuízos ao produtor, que sem o documento fica impossibilitado de realizar transações imobiliárias, como compra e venda de imóveis rurais, e para tomada de empréstimos junto aos bancos. Em Mato Grosso, até então, o proprietário era obrigado a se dirigir a agência do Incra em Cuiabá para solicitar o certificado que em alguns casos levava até três meses para ser liberado.

“Além das despesas com contratações de profissionais para realizar o trabalho, arcávamos com viagens, entre outras, muitos produtores saiam prejudicados nos negócios por conta dos entraves do sistema”, afirma Correa.

O CCIR, que antes da implantação do serviço virtual valia por três anos, passará a ser emitido anualmente e apenas pelo site do Instituto. Caso o cidadão não tenha acesso à Internet, ele poderá procurar a Unidade Municipal de Cadastramento (UMC) mais próxima de sua residência. A emissão é gratuita.

A ferramenta anunciada esta semana junta-se a outros serviços essenciais para o campo, como a GTA-e (Guia de Transporte Animal) e a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), serviços on-line reivindicados pelo setor produtivo e implantados este ano. É cada vez mais frequente a inserção dos recursos tecnológicos que auxiliam o homem no campo, principalmente a rede mundial de computadores. A exemplo da Famato, que neste ano lançou reuniões transmitidas para 84 sindicatos rurais do estado via internet.

“A pujança da agropecuária do estado é resultado da capacidade do produtor em aderir a modernidade. Já faz um bom tempo que utilizamos destes recursos. Lembro-me que fazíamos inúmeras convenções via telefone celular. Agora com o avanço tecnológico aprimoramos a atividade como na agricultura de precisão e maquinários eficazes e integramos todo o sistema. Quem não se atualizar estará fora do mercado”, garante o diretor.

Fonte: Agronotícias – www.sonoticias.com.br/agronoticias – 18/12/2009