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Especialistas debatem mudanças na contabilidade geradas pelo IFRS

Um simpósio realizado na terça-feira, 25, no Rio de Janeiro, reuniu especialistas para debater a contabilidade baseada na norma IFRS (International Financial Reporting Standards), adotada no Brasil.

Participaram do encontro representantes do CFC (Conselho Federal de Contabilidade), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), entre outras entidades.

O objetivo do evento foi comunicar as mudanças ocorridas na contabilidade sob a ótica das IFRS, com informações dirigidas a mais de 800 profissionais da área contábil, estudantes, professores e coordenadores dos cursos de Ciências Contábeis de todo o País.
Para Juarez Domingues Carneiro, presidente do CFC, a criação do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) atribuiu ao Brasil a missão e a responsabilidade de conduzir todos os esforços para que as regras do IFRS se tornassem realidade.

“Hoje, o Brasil ocupa uma posição de liderança e passamos a nos comunicar em bloco, aglutinando todo o pensamento da América Latina”, afirmou.
Gilbernardo Borges Leal, superintendente da área de desenvolvimento do BNDES, apresentou os dois grandes desafios do IFRS: “O primeiro é permitir que as empresas brasileiras tenham um padrão contábil em conformidade com a maior parte do mundo e, segundo, ter a percepção de que o mundo ao qual nos subordinávamos, com determinadas regras, passou. Agora é necessário o entendimento, o desenho mais lógico das informações contábeis, tanto de renda fixa quanto variável. Isso obriga as empresas a investirem mais em conhecimento e em transparência de suas contas.”

Os bancos foram os pioneiros na adoção do IFRS no Brasil, lembrou Wilson Roberto Levorato, vice-presidente executivo da Febraban. “A convergência leva à maior transparência e obriga as empresas adotarem uma mudança de filosófica e cultural, em suas várias áreas, incluindo a Tecnologia da Informação, Recursos Humanos, Tesouraria, Marketing, e produção, englobando todo o negócio”, salientou.

Segundo ele, a convergência contábil contribui para um processo decisório correto, tornando-se um facilitador para as empresas brasileiras competirem no mercado internacional.

A importância da disseminação para outras áreas das mudanças na contabilidade foi destacada por Hans Hoogervcorst, presidente do IASB (sigla em inglês de Comitê Internacional das Normas Internacionais de Contabilidade).

27/10/2011