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A marca como um ativo

Artigo do presidente do Grupo Marpa, Valdomiro Soares

A construção de um nome ou de uma marca e a valorização da mesma não é uma tarefa simples de conquistar. No entanto, em países desenvolvidos a cultura de avaliação dos bens intangíveis está presente há muito tempo na sociedade e nas empresas, que de seis em seis meses avaliam o valor de suas marcas no mercado. No Brasil, até pouco tempo um empresário só se preocupava em fazer a avaliação da marca da sua empresa em três ocasiões: quando a companhia era vendida; quando havia ruptura na sociedade ou em caso de divórcio. A partir de 2009, as companhias de capital aberto ou as fechadas de grande porte (ativos acima de R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões) adotaram obrigatoriamente as normas internacionais definidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade, que as obrigam a preparar o balanço de acordo com as normas da IFRGs (International Financial Reporting Standards) incluindo nas demonstrações contábeis os bens intangíveis da empresa.

O futuro das empresas está nos bens intangível, no que provoca emoção e sentimentos diversos aos consumidores. Com essa obrigatoriedade, as empresas passam a adotar uma cultura que só irá beneficiar os seus negócios. Especialmente no que se refere à marca. A avaliação da marca permite mensurar o seu real valor a ser inserido no balanço patrimonial da empresa, permitindo-a obter benefícios como aumento do imobilizado da empresa; aumento do patrimônio líquido e redução do grau de endividamento em conseqüência de aumento do patrimônio líquido.

A marca deve ser avaliada e declarada como ativo da empresa, não só com a finalidade de melhoria do patrimônio líquido, mas notadamente como forma de valorização do ativo em caso de uma eventual concordata / falência, fusão, ou para melhoria de estratégia de marketing.

Avaliar uma marca, porém, não é uma operação tão simples, e o empresariado deve estar atento. Essa atividade pressupõe conhecimento efetivo sobre o assunto e, acertadamente, deve ser realizada por uma equipe de profissionais (agentes da Propriedade Industrial, economistas e contadores) que, somando seus conhecimentos e sistematizando suas metodologias, chegarão a uma avaliação realmente confiável.

Autor: Valdomiro Soares
Fonte: Camejo via Consumidor RS

Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte – 26/03/14