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Sua imagem diz quem você é

Quem já não parou em frente ao guarda-roupa indeciso sobre o que usar em uma festa, em um encontro de amigos? Homem ou mulher, tudo o que usamos, em menor ou maior grau, revela quem somos. E, particularmente no ambiente corporativo, exterioriza os atributos da empresa que representamos.

Elegância, sobriedade, corte de cabelos, maquiagem bem-feita, traje adequado e maneira de se portar agregam valor ao exigente mercado de trabalho e ajuda a passar credibilidade – a sua e a da empresa – e a causar boa impressão nos clientes, fornecedores e parceiros.

“Investir na aparência pode, sim, causar impactos positivos no âmbito pessoal e profissional”, garante a consultora de moda, Bia Kawasaki, autora do livro Dress code – Impacto da imagem pessoal nos negócios. Formada em moda pela Faculdade Santa Marcelina, com pós-graduação em gestão nos negócios de moda, ela trabalha há quase duas décadas visitando empresas dos mais variados segmentos. O desafio é criar uma consciência estética de identidade corporativa, a fim de transmitir os atributos profissionais e pessoais de cada um, criando uma melhor percepção frente à imagem da organização. “Há muito a moda deixou de ser algo fútil e superficial para ser tratada como uma ferramenta capaz de exteriorizar identidade e competências. A imagem que os clientes formam de uma empresa, de uma marca, está 100% associada à imagem da equipe, à imagem do seu ambiente geral.”

Bia fala sobre a maneira como nós, longe de um biótipo Gisele Bündchen e Brad Pitt, podemos nos valer de códigos internacionais, de técnicas, para criarmos um conjunto mais harmônico de nós mesmos. Seguem algumas dicas sobre o assunto:

Como podemos definir dress code e qual a sua importância?
Dress code são códigos internacionais de vestimentas e de posturas, são regras, técnicas de se vestir e de se portar para se atingir uma identidade visual corporativa com a mesma excelência de sua marca. De modo geral sempre tentamos exteriorizar nossas virtudes, nossas qualidades, nunca nossos defeitos. Exteriorizar o que temos de melhor e disfarçar imperfeições vale também para a imagem. Se não estou satisfeita com o quadril um pouco largo, o abdômen saliente, uns pneuzinhos, as pernas grossas, por que não usar a moda a meu favor?

O dress code já pegou nas empresas brasileiras?
Com certeza. Quando comecei, há 17 anos, não se falava de imagem pessoal no mundo dos negócios. As pessoas me diziam: “Imagine se preciso de uma mulher para me ensinar a comprar roupas!”. Passei pela mesma resistência que as nutricionistas: “Para que preciso de uma mulher para me ensinar a comer?”. Hoje está comprovado que a boa imagem pessoal vende. Gestores de grandes empresas se questionam sobre que tipo de imagem dos funcionários ajudaria a vender atributos e a criar uma melhor percepção da marca.
A atenção à imagem do funcionário tem a ver com essa visão global do mundo dos negócios?
Sem dúvida. A globalização chegou para firmar laços multifuncionais. Por que você acha que as empresas investem tanto em decoração e arquitetura? Porque ajuda a criar imagem da marca. A moda no mundo dos negócios tem esse paralelo de construir, de exteriorizar o melhor dela a partir da imagem dos executivos, visando aumentar o resultado. A imagem que os clientes formam de uma empresa, de uma marca, está 100% associada à imagem da equipe e do seu ambiente geral. O profissional deve estar atento à identidade visual corporativa da empresa que representa, seja um banco, uma loja, uma rede ou um pequeno varejo.
Quando vemos, por exemplo, na avenida Paulista, local que abriga muitas empresas e muitos bancos em São Paulo, executivos bem-vestidos, logo deduzimos que trabalham em instituições financeiras.
Os bancos foram os primeiros a se preocupar com o impacto da imagem pessoal dos colaboradores nos resultados. Escritórios de advocacia, grandes construtoras, empresas que têm contato direto com o cliente respeitam esses códigos internacionais. A novidade é que o conceito de valor à imagem se estendeu, saiu do reduto financeiro, da passarela de moda e atingiu todos nós, reles mortais. Um padeiro com boa imagem pessoal vende mais pãezinhos, um frentista de gasolina, um garçom bem-arrumado, sorridentes, simpáticos, atraem mais clientes. O dress code vai muito além do vestir-se com decoro, discrição. Gentileza, alegria, pontualidade são muito elegantes. A beleza vem de dentro. Uma pessoa sem um conteúdo bacana pode usar a grife que for que jamais será elegante.
Trabalhar na área de vendas de um supermercado pode ser “elegante”?
Por que não? Esses códigos valem para o repositor, o padeiro, a moça do checkout. Mas gestores têm que dar o exemplo. Dia desses, ouvi da diretora de uma rede de supermercados: “Ah, Bia, não estou habituada a me produzir como você sugere. E não posso correr o risco de a equipe me achar esnobe”. Esse é outro equívoco da cultura light do brasileiro. Fora do Brasil, os gestores prezam pela boa imagem e os colaboradores tendem a imitá-los. Ao se vestir sem glamour, de maneira simplória, todos tenderão a fazer o mesmo. Eu a desafiei a ir toda produzida, com um vestido bem bonito, um escarpim, maquiada, com um lenço ou um colar vistoso, um cabelo bem escovado e me contar o resultado. E ela me disse: “Surpreendente e instantâneo. E ainda descobri que meus funcionários tinham receio de se arrumarem mais que ‘a chefe’”.
Qual sua principal recomendação para um profissional que se quer elegante?
O filósofo espanhol Ortega y Gasset tem uma frase que gosto muito: “A cultura se mede por metros de sabonete”, ou seja, sem cultura e sem limpeza, a elegância é impensável. A boa imagem pessoal não começa pela roupa, começa pela limpeza. Não pode estar com o cabelo fritando ovo, o desodorante de anteontem, barba por fazer… Alguns cuidados são essenciais: bom hálito, um bom banho pela manhã, mãos sempre muito limpas, unhas curtas e bem polidas, barba bem-feita, maquiagem leve, cabelos bem escovados. Cabelos curtos para os homens e presos para as mulheres. A moda está democrática demais, mas cabelos multicoloridos não pegam bem em ambientes onde se expõem alimentos. Se esse estilo não representar a identidade visual corporativa da marca, não é aconselhável.
O que indica a um funcionário que está no comando?
Indico um traje business ou formal para todos os cargos de gestão. Terno e gravata, sempre. Se estiver calor, tire o paletó. Mas cuidado com a cor. Ela revela muito do profissional. Uma gravata mais clara, por exemplo, exterioriza ao cliente comprometimento e abertura ao diálogo. Tenha boas gravatas, de preferência de seda.
E para os demais funcionários?
Supermercado não é escola carnavalesca. Nada de pink e verde no mesmo look, ou vermelho, amarelo, várias cores misturadas. Regrinha básica: quanto mais clean, melhor. Abuse de cores neutras: branco, preto, cinza, bege, e acrescente algo colorido ao visual; pode ser um lenço, um colar, um brinco, uma gravata. A cor vibrante, além de quebrar a monotonia, traz alegria, leveza. Principalmente para as mulheres, nada de legging de lycra, conjunto de jogging… Isso é roupa para a prática de esporte. E cuidado com o fashionismo. Está fácil acompanhar as tendências de moda pelos blogs. Há muita excentricidade nas modelagens, nos estilos. Meias coloridas com sapatos muito coloridos, para o seu universo particular, tudo bem, pois traduzem seu estilo pessoal. No universo corporativo, seu estilo pouco importa para a marca. No bom português, o funcionário tem que ser representante visual da marca, não dele mesmo.

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Por: Joana Gonçalves

Fonte: supervarejo.com.brBlog SISPRO Assine Varejo