Produtividade 100% é meta para gestor de RH

O profissional é considerado patrimônio de uma empresa porque contribui com seu desempenho braçal ou intelectual para que ela produza. Por isso mesmo é chamado de capital humano. Uma forte tendência no setor de gestão de pessoas é melhorar as condições desse “patrimônio” para que ele se torne lucrativo.

O administrador conta com especialistas em Recursos Humanos para adequar o ambiente e o clima organizacional às metas de produção. É trabalho deles, em conjunto com a direção e gerências, tornar a empresa o melhor ambiente possível para que cada colaborador possa exercer suas funções com eficiência, ou seja, promover a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).

O ciclo de ajustes começa com o diagnóstico, geralmente feito por meios de ações como entrevistas, questionários, reuniões e visitas aos espaços de trabalho. É por meio desta ferramenta que os profissionais de Recursos Humanos e seus apoiadores ( que podem ser fisioterapeutas, médicos ou enfermeiros do trabalho, psicólogos e assistentes sociais), vão estabelecer políticas e projetos em favor da QVT.

“O objetivo principal é reduzir o estresse. Assim, o colaborador terá condições para se tornar mais eficiente. O papel do gestor de Recursos Humanos é promover o bem-estar do profissional e aliá-lo às metas de produtividade da empresa”, ensina o professor do curso de Gestão de Recursos Humanos do Cesumar, David Fernando Ramos.

Por meio deste trabalho surgem ações como a troca de móveis e equipamentos; a criação de ambientes que promovam o diálogo e a integração; a comunicação entre os diferentes departamentos e novas políticas como a adoção de programas de ginástica laboral, estímulo às práticas desportivas, a criação de uma associação de funcionários e práticas similares .

“É preciso desmistificar a ideia de que a QVT beneficia apenas o colaborador”, enfatiza Ramos. Os dois lados ganham porque a saúde física e mental do colaborador é o que garante seu melhor desempenho. “A vida moderna está repleta de situações de estresse, o indivíduo é pressionado o tempo todo e sem equilíbrio, fica impossível produzir com excelência”.

Os empresários perdem dinheiro quando um funcionário se afasta ou pede demissão por doenças decorrentes do trabalho. Há casos em que o talento desperdiçado só será reposto dali a alguns anos, porque este será o tempo investido para treinar um novo colaborador até que ele apresente o mesmo rendimento do anterior.

 

Fonte: www.odiariomaringa.com.br  -  17/01/2010


 

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