Transparência será o resultado positivo da adequação ao IFRS

Por Lourival Vieira

Muitos profissionais contábeis, controllers, administradores podem estar se perguntando se realmente vale a pena para a empresa brasileira adequar as suas demonstrações contábeis às normas internacionais de contabilidade, orientadas pelo International Accounting Standard, cujas normas são conhecidas atualmente como normas IFRS (International Financial Reporting Standard).

Realmente, pode dar um pouco de trabalho, mas, em nossa opinião, a empresa brasileira tem muito a ganhar com este processo.

É certo que a Lei 11.638/07 determina que as empresas adotem várias adequações em seus balanços, e por isso, ela é reconhecida como o primeiro passo rumo à convergência das normas brasileiras às normas internacionais.

De fato, as normas IFRS constituem um desafio para as empresas nacionais, que em sua maioria são sociedades limitadas, e que não possuem a mesma cultura e costume de ter seus balanços publicados como ocorre com as S.A. Ela criou um novo ciclo de procedimentos contábeis que estão demandando grandes esforços das companhias, dos auditores, dos diversos organismos e profissionais de contabilidade e finanças, mas o resultado será a transparência, item relevante e desejado pelos acionistas, investidores e mercado.

As normas IFRS foram adotadas primeiramente pelos países da União Européia a partir de 31 de dezembro de 2005 e logo recebeu apoio de outros países, entre eles o Brasil. Apesar da Contabilidade brasileira ainda não estar totalmente alinha às Normas, o que vemos é um desejo muito grande das companhias nacionais poderem chegar a 2011 – prazo previsto para a convergência contábil - com suas contabilidades totalmente afinadas com as atuais normativas em vigor no nosso país, o que permitirá garantir a real convergência.

Mesmo que muitos aspectos e pontos da atual legislação ainda não estarem completamente alinhadas com o IFRS, é certo que este processo de harmonização já permite notar maior transparência dos balanços publicados. Certamente, até o prazo previsto para a convergência contábil, outros aspectos legais e normativos deverão estar alinhados com a nova realidade.

Todos têm a ganhar. Se a empresa ganha em transparência, podendo ser vistas pela comunidade e investidores internacionais como empresa moderna, os profissionais contábeis e administradores ganham com maior experiência e a real capacidade de entregar aos seus empregadores e clientes as melhores práticas contábeis.

O Brasil, como um todo também ganha. Porque poderá deixar de ser visto com desconfiança, tornando-se um país capaz de atrair mais investidores, abrindo as portas para novas companhias e posições de trabalho.

Lourival Vieira -  Diretor de Marketing da Sispro.


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