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SPED entregue, mas sem qualidade garantida |
| Seg, 16 de Novembro de 2009 18:12 |
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A maior parte das empresas que entregaram os livros fiscais e contábeis em formato digital – o chamado Sped – cumpriu o prazo determinado pelo governo, mas não tem certeza da consistência dos dados apresentados. É o que revela, nesta quinta-feira (12/11) uma pesquisa feita pela consultoria IOB com 348 companhias de diversos ramos de atividade, que aponta também que muitas delas pretendem retificar o que foi transmitido. Com o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pela Receita Federal e as secretarias de fazenda (Sefaz) estaduais, as áreas contábil e tributária deixam de ser uma simples obrigação e ganham importância estratégica nas empresas. Isso porque o sistema determina a digitalização dos livros contábeis e fiscais das organizações e, com isso, o Fisco passa a ter acesso quase em tempo real a toda movimentação financeira e cruzará essas informações – o que facilitará identificar erros nas declarações, sejam eles cometidos sem intenção ou por má-fé. De acordo com José Adriano, diretor de soluções da IOB, no início muitos executivos acreditavam que os prazos seriam prorrogados e que teriam mais tempo de se adequar. Com as datas limite mantidas, eles tiveram de correr para transmitir as informações. “Isso significa que muitas empresas, na corrida para atender ao prazo, podem ter transmitido dados com algum tipo de inconsistência”, avalia Adriano. “Ou seja, o cumprimento do prazo não significa, necessariamente, que as empresas estão totalmente preparadas ou adaptadas ao Sped: ainda há muitos problemas com o conteúdo das informações”. Porém, Adriano alerta para o risco em retificar: “Às vezes ela funciona como um convite para que o Fisco olhe suas informações com mais rigor, uma vez que o sistema vai identificar que houve alteração nos dados”, destaca. Em relação à Nota Fiscal Eletrônica (um dos pilares do Sped), 40% da base pesquisada já passaram pelo período de adequação obrigatória entre 01 de abril do ano passado e 01 de setembro de 2009. Entretanto, 42% das empresas declararam que, mesmo fora da lista de obrigatoriedade, pretendem antecipar a implementação da NF-e. Todavia, 53% dos entrevistados não sabem se estão - ou a partir de quando estarão – obrigados à emissão da NF-e, o que pode representar grandes riscos para as empresas. Fonte: b2bmagazine.com.br - 12/11/09 NotíciasLeia mais |




