Carbonífera Metropolitana

Mais de um século de história

As origens da Carbonífera Metropolitana nos remetem ao ano de 1890, quando foi instalada a Companhia Metropolitana na região de Nova Veneza (SC), com vistas ao assentamento de 20 famílias oriundas da Europa. Já no século XX, a empresa acrescentou ao nome o adjetivo "carbonífera" e requisitou o controle das jazidas localizadas sob as terras ocupadas pelos imigrantes, tornando-se detentora das maiores reservas de carvão do País. Em 1941 começou a extrair o mineral, já constituída como Carbonífera Metropolitana, na região de Criciúma. Na época, eram diretores José Eugênio Muller (presidente) e Ancangelo Bianchini (diretor de Colônias).

Mas por trás de sua história está a figura central de Santos Guglielmi, que juntamente com seu sócio Diomício Freitas, adquiriu em 1959 a companhia.
Nessa época a Companhia Metropolitana continuava suas atividades com dificuldades. Tinha potencial para ser explorada por mais 200 anos, mas não tinha lucro. Seu proprietário havia morrido e os filhos queriam se desfazer do empreendimento. Em 1959, depois que a Companhia Siderúrgica Nacional não manifestou interesse na sua aquisição, os sócios Guglielmi e Freitas compraram a Metropolitana. Um ano antes eles haviam fundado a Carbonífera Criciúma, após fundirem as pequenas carboníferas Caeté e Cocal.
 

Fim de uma era


Apesar do sucesso da sociedade, ela foi desfeita em 1969. Santos tinha sete filhos e, Diomício, seis, todos adultos ou na adolescência.
"Nossa mesa de reuniões estava pequena para tanta gente, para tantas idéias. Separar foi o caminho. Se os filhos de uma mesma família já querem se dividir, imagina de duas". Com diversos negócios em conjunto: termas Santo Anjo da Guarda, Hospital São João Batista, Rádio Eldorado e Rádio Araranguá, as carboníferas e fazendas e terrenos, acabaram fazendo a partilha dos bens na base do sorteio. "Mesmo a questão entre a Carbonífera Criciúma e a Carbonífera Metropolitana, que muitos poderiam apostar que fosse a mais polêmica, foi facilmente resolvida. Esse foi o único caso em que não houve sorteio: foi uma negociação. O filho de Diomício optou pela Carbonífera Criciúma, uma empresa com poucos anos de existência, com maquinário novo, embora tivesse jazida menor. A nós, coube a Carbonífera Metropolitana, uma empresa centenária, com grande valor histórico e muito carvão sob o solo", contou Santos.

A Carbonífera União, da qual eram sócios, tornou-se uma empresa do Grupo Guglielmi. Santos continuou à frente da Metropolitana até a década de 80, quando retirou-se definitivamente do negócio do carvão, embora continuasse a tocar outros empreendimentos, como pecuária, agricultura, engarrafamento de água, hotelaria e saúde.
 

Aposta na tecnologia


A Sispro está ao lado da Carbonífera há mais de 25 anos
A empresa foi transformada em sociedade anônima em 1970. Nessa década, por conta da crise do petróleo, a grande demanda do minério por siderúrgicas e ferrovias permitiu a mecanização das minas. A história da Metropolitana tem alguns marcos importantes a partir daí: em fevereiro de 1974, por exemplo, foi implantado um projeto de mecanização na mina União, que, desta forma, passou a produzir 50 mil toneladas/mês de carvão pré-lavado.

Foi feito um plano inclinado na principal boca-de-mina - o poço 1, e introduzidas máquinas para todas as atividades: perfuratriz para colocar dinamite na pedra, máquina para cortar carvão, para recolher, para não levantar poeira, para conduzir o minério para fora da mina. Equipes altamente qualificadas ficaram responsáveis pela implantação de técnicas pioneiras na extração mecanizada no país.

O Assessor Contábil, Inri Bonfanti, trabalha no setor contábil da Carbonífera  desde o tempo em que fazia lançamento com slip e o diário era datilografado em papel carbonado de duas cores. "Isso fazem mais de 25 anos e sempre tivemos parceria com a Sispro. Sempre fomos muito bem atendidos e a Sispro sempre desenvolveu um trabalho com responsabilidade, esmero e rapidez, nos auxiliando nas soluções de problemas e contribuindo para o nosso desenvolvimento", argumenta Inri Bonfanti.

Atualidade

Atualmente, a produção é destinada basicamente à Usina Jorge Lacerda, pertencente à Tractebel (75%), 5% para a Usati (atual Cosan), do Grupo Portobello, de Florianópolis, e 20% para outras indústrias e cerâmicas do Sul do País e de São Paulo", informa Osmar Rogério Piovesan, que trabalha na empresa desde 1960 e desde 1993 faz parte da diretoria da Metropolitana como diretor administrativo/financeiro.

Tudo é possível

Até hoje os princípios defendidos por Santos Guglielmi - falecido em 2001 aos 89 anos -, fazem parte das preocupações da empresa, tanto do ponto de vista social quanto técnico. "Ele acreditava que o idealismo rompe barreiras, atinge horizontes, busca uma razão para as adversidades e que, no auge das crenças, tudo é possível", recorda Osmar Piovesan.

Visão de futuro

Em parceria com a Carbonífera Criciúma, a Metropolitana idealizou a Usitesc - um conjunto de usinas térmicas a carvão a ser implantado em Treviso(SC). Seu estudo de viabilidade técnico-econômica foi concluído pela Parsons Energy & Chemicals, demonstrando que a tecnologia adotada, baseada na queima de carvão bruto e rejeitos de carvão pré-existentes, apresenta fortes benefícios para a economia e o meio ambiente da região.

 Fonte:
 Rogério Piovesan, Diretor Administrativo/Financeiro.
 Inri Bonfanti - Assessor Contábil